Tem uma acusação nova circulando na internet: “isso aí foi feito por IA”. Vimos essa semana um caso que resume bem o momento: acusaram um desenvolvedor de entregar sites feitos por inteligência artificial e, quando ele pediu exemplos, apontaram sites que ele fez em 2020 e 2021. O detalhe: o ChatGPT só foi lançado no fim de 2022. A bruxaria explicava tempestade no século 17. Hoje ela explica site bonito.
A pergunta errada
Ninguém pergunta se o pedreiro usou betoneira ou se misturou o cimento na mão. O que importa é se a parede fica em pé. Com site e anúncio é igual: a pergunta certa não é “foi IA que fez?”, é “funciona?”. Carrega rápido? Aparece no Google? Transforma visita em cliente no WhatsApp?
Se a resposta for sim, a ferramenta usada no caminho é detalhe técnico. Se a resposta for não, também é: site ruim feito à mão continua sendo site ruim.
Como a gente usa IA aqui na 2B (spoiler: como ferramenta)
Sem mistério: usamos IA todos os dias. Ela acelera rascunho de texto, análise de dados de campanha, variação de criativo. O que ela não faz é decidir. Conhecer o cliente, o bairro, o preço praticado, o concorrente da esquina e o que faz alguém escolher você: isso é trabalho humano, de gente que senta com você e conhece a sua operação.
IA sem direção produz conteúdo genérico. E genérico não converte, seja escrito por robô ou por estagiário.
O único teste que importa
Em vez de perguntar quem escreveu, meça. Velocidade do site, posição no Google, quantos contatos chegam por semana. São números, não opinião. É exatamente o que a gente olha no Raio-X do seu Google, de graça.
E se alguém acusar seu site de ser “feito por IA”, agradece o elogio e confere os números. Bruxaria mesmo é site que não gera cliente nenhum.
