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Google encerra a campanha inteligente: o que fazer com a sua

Se você abriu sua conta do Google Ads pelo caminho que o próprio Google sugere, ou criou o anúncio direto pela sua ficha do Google Meu Negócio, é bem provável que você tenha uma campanha inteligente (no painel ela aparece como “Smart”). É aquela que você escolhe um orçamento, escreve dois textos, e o Google faz o resto. Ela está sendo aposentada.

O que o Google anunciou

A partir de 23 de setembro de 2026, não será mais possível criar campanha inteligente nova pela API do Google Ads (o canal que agências e plataformas usam para montar campanha em escala). A data era 5 de agosto e foi adiada pelo próprio Google. No lugar, a recomendação oficial é Performance Max, Search ou Demand Gen, dependendo do objetivo do negócio.

Duas coisas importantes, para ninguém entrar em pânico: a campanha que já existe continua entregando e você continua podendo editar ela. Ninguém vai desligar seu anúncio no dia 23. O que fechou foi a porta de criar campanha nova por esse caminho, e a direção que o Google está apontando para todo mundo.

Você não precisa correr, mas precisa olhar

Quando o Google aposenta um formato, ele não costuma voltar atrás. Já aconteceu com a Smart Shopping e com a campanha Local, as duas viraram Performance Max em 2022. O padrão se repete: primeiro para de criar, depois migra o que sobrou. Quem trata isso como aviso tem meses para testar com calma. Quem espera a migração automática recebe a decisão pronta, do jeito que o Google achar melhor, e não do jeito que o seu negócio precisa.

O detalhe que quase ninguém percebe

Esse é o ponto que mais importa e o que menos aparece nas notícias. A campanha inteligente conta como “conversão” um monte de coisa que não é venda: clique no botão de ligar, clique para traçar rota, visita ao site, visualização do cardápio. São cliques na sua ficha do Google.

Na prática, o relatório mostra 200 conversões no mês e o telefone não tocou 200 vezes. Pior: o Google otimiza para o que você mandou ele otimizar. Se a conversão principal é “clique no botão de ligar”, ele vai atrás de gente que clica em botão, não de gente que compra. O número fica lindo e a agenda fica vazia.

Então, antes de migrar qualquer coisa, arrume o que está sendo contado como resultado. Sem isso, você só troca uma campanha que mede errado por outra campanha que mede errado, e a nova gasta mais rápido.

O que entra no lugar

  • Search bem feita, na maioria dos casos. Para negócio local que vende serviço, campanha de pesquisa com palavra-chave escolhida a dedo, orçamento pequeno e região certa costuma render mais que qualquer automação. Você vê o que está pagando e por quê.
  • Performance Max, quando faz sentido. Ela precisa de volume, criativo e (para loja) catálogo de produto. Em conta pequena, sem esses três, ela vira uma caixa preta cara.
  • A ficha do Google arrumada, sempre. Metade do que a campanha inteligente entregava era a sua ficha aparecendo. Isso é gratuito e continua sendo. Veja como deixar sua ficha do Google redonda.

Perguntas frequentes

Minha campanha inteligente vai parar de rodar?

Não. Ela continua entregando e você continua podendo editar. O que muda é que não dá para criar uma nova por esse caminho a partir de 23 de setembro de 2026.

Vou gastar mais depois de migrar?

Não necessariamente, mas o começo pede atenção. Toda campanha nova passa por um período de aprendizado, e nesse tempo o custo por resultado oscila. Vale conferir quanto tempo o tráfego pago demora para dar resultado antes de julgar a primeira semana.

Dá para continuar sozinho?

Dá, e muita gente faz. Só tenha em mente que a campanha inteligente existia exatamente para não exigir isso de você. O que vem no lugar dá mais controle e pede mais mão. Se quiser entender a conta antes de decidir, veja quanto custa anunciar no Google Ads.


Tem uma campanha inteligente rodando e não sabe se ela está trazendo cliente ou só clique? A 2B olha isso com você, sem enrolação. Fale no WhatsApp ou faça o Raio-X gratuito do seu Google.